Mandirituba

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A Cidade Hoje

O Município de Mandirituba situa-se as margens da BR 116 sentido Sul (Curitiba – Rio Negro), fazendo parte da região metropolitana de Curitiba-Paraná.

A estimativa de 2007 para a população mandiritubense é de 20.645, sendo 12.595 habitantes da Zona Rural e 7.398 habitantes provenientes da Zona Urbana (Censo 2007). O número de eleitores no município é de 14.640 eleitores.

A população é composta de descendentes poloneses, japoneses, ucrainos, italianos, portugueses e nativos. O município possui um distrito administrativo denominado Areia Branca dos Assis. A comemoração municipal é dia 25 de Julho e o padroeiro do município é o Senhor Bom Jesus.

Os limites geográficos do município são: ao norte está localizado Fazenda Rio Grande, ao sul o município de Agudos do Sul, a leste estão os municípios de São José dos Pinhais e Tijucas do Sul e a Oeste está localizado os municípios de Quitandinha, Contenda e Araucária.

O município de Mandirituba possui altitude de 840 metros, longitude de 49º 19”30”W – GR e latitude de 25° 46”00” – Sul. Sua área é de 381,392 km². A distância para a Curitiba, capital do estado do Paraná, é de 45,7 km.

Para o Porto de Paranaguá é de 136 km e do Aeroporto de São José dos Pinhais é de 26 km. O clima é subtropical úmido mesotérmico, de verões frescos e com ocorrências de geadas severas e freqüentes, não apresentando estação seca.

Mandirituba é banhada pelos rios: Rio das Antas, Rio Maurício, Rio das Onças, Rio dos Patos, Rio da Várzea, Rio Cai, Rio Mascate, Rio dos Pintos entre outros.

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Aspectos Econômicos

AVICULTURA

A Avicultura hoje em dia é uma atividade econômica internacionalizada e uniforme, sem fronteiras geográficas de tecnologia e considerada como um complexo industrial que não deve ser examinado apenas sob o aspecto de produção e distribuição. Na verdade, abrange também as indústrias de rações, equipamentos, produtos veterinários, embalagens e processamento industrial, estabelecendo assim um dos melhores exemplos de integração e interdependência econômica em uma agricultura de mercado. Mandirituba, atualmente conta com um grande número de granjas que estão integradas a diferentes empresas produtoras, que fornecem um conjunto de incentivos.

APICULTURA

A grande produção de camomila e a vasta cobertura vegetal do município contribuem para a Apicultura. A Apicultura é uma atividade produtiva que interage muito bem com o setor agrícola sob o ponto de vista social, ambiental e econômico.

A produção do mel pode ser associada a qualquer produção agrícola, pois melhora a polinização de flores. Esta atividade oferece ainda possibilidade de renda sem a utilização de maquinário e insumos agrícolas que necessitam de grande aporte financeiro. O Mel, própolis, a geléia real, o pólen e a cera tem forte procura no mercado. Com uma vegetação diversificada que floresce no outono, inverno e, principalmente na primavera, Mandirituba conta com um Mel de excelente qualidade.

AGRICULTURA

Camomila - Introduzida no sul do país pelos imigrantes europeus há mais de cem anos, teve seu cultivo comercial iniciado em Mandirituba, Paraná há aproximadamente 40 anos com pequenas produções ( 30 a 50Kg/ano) que abasteciam os estados vizinhos: São Paulo, Santa Cantarina e Rio Grande do Sul. Planta de uso medicinal possui propriedades famacológicas de ação antiflamatória e adstringente, sendo muito utilizada na industria de medicamentos, cosméticos e alimentos. A camomila pode ser utilizada como chá ou extraíndo-se seu óleo essencial, podem ser feitos cremes, xampus e loções. Esta planta encontrou na cidade de Mandirituba as condições ideais de clima e solo para o seu desenvolvimento. Como a camomila é plantada nos meses de clima frio, ela não interfere nas culturas de verão como o feijão e o milho.

Outros Produtos Agrícolas - Milho, feijão, batata salsa, cebola, batata inglesa e produtos hortigranjeiros.

FRUTICULTURA

O Município possui condições climáticas favoráveis para a produção das culturas de pêssego, ameixa, uva e caqui e outras frutas de caroço. E os fruticultores, atentos, acompanham esta movimentação, sempre em busca de melhores oportunidades. Como a Fruticultura demanda mão de obra intensiva e qualificada, ela fixa o homem no campo. O programa ainda visa a superação de pragas na fruticultura, através da utilização de modernas tecnologias e variedade de plantas resistente às doenças.

PECUÁRIA

Criação de aves em granjas integradas para corte (frangos). Para subsistência: Bovinos, suínos, eqüinos, caprinos e apicultura.

FORNECIMENTO PARA A CEASA

Tomate, pimentão, repolho, alface, agrião, cebola, pepino, ameixa, pêssego, couve, cenoura, mandioquinha-salsa, abobrinha e abóbora.

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História

Etimologia: Mandirituba (MANDURI-abelha + TUBA-bastante) de origem tupi guarani. MANDURI: Uma espécie de abelhas nativas, pouco agressivas, que produz excelente mel utilizado nos remédios para a cura das vias respiratórias e também para a alimentação. Através de várias pesquisas constatamos que em tempos mais antigos, quando alguém se referia a Mandirituba, dizia-se lá nas terras de “Manduri”.

Esse ditado tão popular foi sendo passado de geração em geração, e como aqui em nossas terras era abundante esse tipo de abelha, o vilarejo foi ficando conhecido como “MANDURITUBA”. E, então, com o passar do tempo, quando o nosso município fora registrado, adotou-se na época, a mudança para “Mandirituba”, trocando-se assim a letra ”u” pela letra “i”, argumentando-se a melhora da pronúncia foneticamente correta.

Origem Histórica: Segundo pesquisas realizadas, os primeiros habitantes do nosso município foram índios. De acordo com estudos mais aprofundados, foram os índios tupi-guaranis, que habitavam toda a região de Curitiba. Os índios locais eram seminômades. Durante o inverno, sempre rigoroso, iam ao litoral, de temperaturas mais altas com a finalidade de “fazer sal” e pescar para sua subsistência.

Outra temporada passavam em nosso município, onde cultivavam pequenas lavouras de milho, mandioca e outros produtos de subsistência como o mel produzido pelas abelhas (MANDURI). Existiram em Mandirituba, no lugar denominado Queimados perto do Rio Taquaralzinho, vestígios de tabas (aldeias), onde foram encontradas peças indígenas: machados, tigelas e maceradores, feitos de pedra lapidada por aqueles que eram verdadeiros artistas no artesanato.

Por volta do século XVIII, duas fazendas primitivas formaram o município: A “Fazenda do Rio Grande” que na língua tupi-guarani significa Iguaçu (água grande ou rio grande ) e a Fazenda denominada Mandurituba (MANDURI-abelha + TUBA-bastante). Em 1900, foram abertas estradas que muito contribuíram para o comércio em geral.

Em 1909, Mandirituba foi elevado a Distrito Judiciário, no dia 17 de maio, pelo Decreto Estadual nº243. Nesta época seu território pertencia à comarca de São José dos Pinhais. A Sede de Mandirituba que ficava em Tiête (hoje localidade de Araucária) foi transferida para o nosso atual centro, trazendo-nos grandes benefícios, como a criação de cartório, coletoria, delegacia e também a primeira Escola Primária Oficial da vila. O transporte era feito a cavalo, mula e carroça.

Por volta de 1.927 os habitantes de Mandirituba foram beneficiados com uma linha de ônibus que ligava Curitiba a Agudos do Sul, passando duas vezes por semana. Somente em 1960, no dia 25 de julho, pela Lei Estadual nº 4.245, Mandirituba desmembrou-se de São José dos Pinhais, elevando-se a categoria de município. Neste mesmo ano foi nomeado pelo Governador Moisés Lupion, o nosso primeiro Prefeito Alfredo Cordeiro da Rocha, o qual permaneceu neste cargo por poucos meses.

A instalação do Município deu-se a 15 de novembro de 1961,quando foi realizada a 1ª eleição com o voto do povo, que elegeu o Prefeito Sr. Francisco Ari Claudino. E, então, Fazenda Rio Grande, a outra parte da área, passou a ser considerado Distrito do Município de Mandirituba, até sua emancipação em 1990, quando se tornou novo município.

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Fonte: Prefeitura de Mandirituba

Pinha Pinhão

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