Colombo

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Brasão

A cidade hoje

O município está localizado na região metropolitana, ao lado norte de Curitiba, com uma área de 198,7 km², com uma população de 280 mil habitantes, destacando-se como a 8ª cidade do Paraná.

Possui uma média de 700 famílias que produzem 95 milhões de quilos de hortaliças por ano, sendo o maior produtor de hortaliças da Região Metropolitana de Curitiba e maior produtor de mudas de hortaliças e flores do sul do Brasil. Colombo é o polo da agricultura orgânica do Paraná. Situa-se em um privilegiado entroncamento rodoviário, com fácil acesso aos estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo.

Colombo apresenta um clima subtropical úmido, seu verão é ameno e o inverno moderado com alguns dias mais rigorosos.

De maneira geral sua região apresenta uma topografia relativamente ondulada. A geologia é bastante complexa, encontrando-se rochas de diferentes formações e períodos.

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História

A Colombo indígena

Sem dúvida alguma os primeiros habitantes das terras colombenses foram os indígenas que aqui viviam da caça, da pesca e da coleta de frutos e sementes como o pinhão, ainda hoje encontrado com facilidade em nossa região. As terras de Colombo, assim como todo o Paraná, foram terras indígenas, predominantemente dos Guarani. Deste grupo destacaram-se aqui, os Tinguís (Tin + guí = Nariz + afilado).

Por não hostilizarem a presença dos primeiros aventureiros brancos, que vieram para essa região a procura de ouro, foram esses indígenas que primeiro serviram de mão de obra para a exploração aurífera e criação de gado.

Uma evidência que comprova a passagem do indígena por nossas terras está no nome de um dos bairros mais tradicionais do nosso município, trata-se do bairro BACAETAVA, no qual hoje habitam famílias descendentes de italianos. A palavra que dá nome a esse bairro é de origem indígena e significa casa da pedra furada (Oca + ita + ba = casa + pedra + furada), palavra indígena que com o tempo sofreu mutações e chegou a Baca + eta + va, mas que traz o mesmo significado original, uma referência a gruta existente no local e que pelo nome indica ter servido de moradia aos indígenas que por ali passaram.

Porém, a prova mais evidente da remota presença indígena nas terras que hoje pertencem a Colombo é que diversas vezes nossos agricultores ao trabalharem seus terrenos se depararam com objetos arqueológicos proveniente dos índios. Entre esses achados podemos citar um artefato arqueológico lítico pertencente a cultura indígena brasileira, denominado mão-de-pilão, objeto integrante da produção do Neolítico ou “Idade da Pedra Polida”. Este objeto devido sua importância compõem hoje o acervo do Museu Municipal Cristóforo Colombo.

Um outro fato marcante perante a comunidade colombense e que mostra a integração entre as culturas em nosso município foi a permanência de um descendente indígena junto dos imigrantes italianos. Trata-se do ajudante do Padre Alberto Casavecchia, chamado pela comunidade de José Índio.


A Colombo negra

Infelizmente a remota presença do negro nas terras que deram origem ao Município de Colombo foi marcada pela escravidão. Em 1876, segundo documentos oficiais da administração do Dr. Adolpho Lamenha Lins, presidente da então Província do Paraná, o total de escravos em terras paranaenses era de 10.560. Destes 921 eram escravos no município de Curitiba, do qual naquela época fazia parte o atual território de Colombo.

No mapa estatístico da população da Paróquia Nossa Senhora da Luz de Curitiba, de 21 de setembro de 1872, constam localidades que ora conhecemos como pertencentes a Colombo. Esse documento apresenta a população que vivia nessas localidades e acusa a presença de escravos:

  • ATUBA – 294 livres, 5 escravos, 19 estrangeiros;
  • PALMITAL – 276 livres, 41 escravos, 2 estrangeiros;
  • BOIXININGA – 328 livres, 10 escravos;
  • RIBEIRÃO DAS ONÇAS – 321 livres, 7 escravos;

Especificamente, em terras que hoje pertencem ao nosso município, o negro esteve presente trabalhando nos ervais do mate, como, por exemplo, aquele que existiu no antigo povoado do Boixininga. A prova oficial deste fato é encontrada no Jornal Dezenove de Dezembro de 06 de março de 1879, onde há o anúncio do leilão de duas escravas que pertenciam ao então finado Luiz Antonio Ribeiro, que era dono do referido erval:

"...convida-se aos pretendentes que apresentem suas propostas por escrito no mesmo dia indicado para arrematação dos escravos seguintes: Joaquina, preta de 50 anos por 150$000; Eugênia menor; de 12 anos, filha de Joaquina, por 600$000".

Embora em pequena quantidade, não há o que contestar, houve escravidão negra em solo colombense.


A Colombo portuguesa

As primeiras terras que originaram o Município de Colombo correspondiam a parte dos sítios Butiatumirim e Veados, os quais constituíam partes das Sesmarias do Palmital, Capivari e Timbu. Os primeiros registros dessas localidades datam a partir de 1856 e correspondem ao cadastro de terras feito após a emancipação política do Paraná em 1853. As localidades de Butitumirim e Veados, no século XIX já eram considerados povoados que integravam a cidade de Curitiba.

Segundo os Livros de Registros da Província do Paraná as terras dessas localidades pertenciam e eram habitadas pelas seguintes famílias: Ribeiro Pinto, Cordeiro, Machado do Bonfim, Lourenço de Ramos, Ramos, Lopes, Pacheco, da Rosa, da Silva, Pinto França, de Farias, Ribas Oliveira Franco, Nunes Rocha, de Godoy, de Araújo, Rodrigues Machado, Lourenço, Gomes Veiga Ávila, Antonio, Fontoura, Guimarães, Tavares e Correa. Certamente havia ainda outras famílias que não constam nos livros.

Devido a predominância de sobrenomes de origem portuguesa nesses registros de proprietários de terras as quais constituem hoje o município de Colombo pode se observar que as primeiras famílias que habitavam essas terras eram de descendência portuguesa. Por não existir comércios e igrejas nessas localidades sua população mantinha freqüente contato com Curitiba afim de comercializar seus produtos e participar das cerimônias religiosas, embora dificultada pela distância e má infra-estrutura das estradas de acesso, o que contribuiu para que essas localidades não se desenvolvessem.

Nem mesmo nos povoados maiores havia uma vila estabelecida, como por exemplo o povoado de Ribeirão das Onças, vizinho dos povoados de Butiatumirim e Veados, que segundo o mapa estatístico populacional datado de 1872 contava com uma população de 328 pessoas, mas havia na região apenas uma pequena capela para rezar o terço, a capelinha da Dona Maruca, da qual muitos anos foi zeladora Maria da Luz Bandeira, conhecida como Maruca.

Um exemplo da herança portuguesa no município de Colombo é o edifício localizado na Rodovia da Uva, 276, classificado como Casa Colonial Rural Brasileira, construído em 1912 pelo descendente de portugueses Antonio Francisco Beira. A casa é o único Patrimônio Histórico Tombado de nossa cidade.


A Colombo polonesa

A presença dos poloneses em terras colombenses deve-se primeiramente a instalação da Colônia Santa Cândida que deu origem ao bairro curitibano, que hoje faz divisa com o nosso município. Essa colônia foi instalada pelo governo provincial do Paraná no ano de 1875 e fez parte dos planos governamentais para a formação de um cinturão verde ao redor de Curitiba.

Os primeiros imigrantes poloneses destinados à Colônia Santa Cândida, vindos da Antuérpia (porto belga) e oriundos da região da Silésia, foram assentados nas terras localizadas próximo à Estrada da Graciosa, adquiridas de José de Barros Fonseca.

Com a expansão da Colônia Santa Cândida, devido a formação de outros núcleos familiares, houve também o crescimento da ocupação de lotes por esses imigrantes, que ocuparam bairros hoje pertencentes a Colombo, como a Ressaca (hoje São Gabriel) e o bairro do Roça Grande.

No bairro da Ressaca podemos destacar as seguintes famílias: Gorski, Kuricki, Valesko, Kaminski, Dugonski, Stare, Graboski, Brocowski, Kabichiski, Soppa, Sgoda, Rudeck, Kachel, Thomaseski e outras.

Já no bairro do Roça Grande as famílias que merecem destaque são: Scrok, Bugalski, Macioszeski, Matraski, Pchspina, Skora, Rudeck, Spuck, Spisla, Jazdeski, Klenk, Kulik, Chena, Kael, Porkote, Kubis, Bieda, Czocher, Manika, Kalinowski, Prudlow, Woch, Urbik e outras.

A segunda contribuição demográfica dada pelos poloneses para Colombo deve-se a criação da Colônia Antonio Prado. Este núcleo caracteriza-se por ser uma colônia mista formada por 12 famílias italianas e 26 famílias polonesas.

Segundo o livro de Cadastro do Núcleo Antonio Prado as famílias de poloneses que instalaram-se nessa colônia foram as seguintes: Schlichting, Kubis, Klimeck, Daska, Fillip, Kampa, Wistuba, Piekosch, Balzieck, Manika, Koslonski, Zocich, Mieleck, Filla, Kyla, Wincart, Pampusch, Schrvank, Kuroswiski, Kosubeck, Felkner, Kawaleski, Jambiski, Mickna, Kamoski, Kamarowiski, Przypiny e outras.


A Colombo italiana

Em novembro de 1877 um grupo de imigrantes italianos, chefiados pelo padre Angelo Cavalli, vindos do norte da Itália, região do Vêneto, de cidades como Nove, Maróstica, Bassano del Grapa, Valstagna etc., chega ao Paraná. No início os imigrantes se estabeleceram em Morretes, na Colônia Nova Itália, e mais tarde abandonaram as terras e subiram a Serra do Mar em direção a Curitiba.

Em setembro de 1878, esse grupo, composto por 162 italianos (48 homens, 42 mulheres, 42 meninos e 30 meninas), recebeu do Governo Provincial terras demarcadas em 80 lotes, 40 urbanos e 40 rurais, localizados a 23 Km de Curitiba, sendo denominada de Colônia "Alfredo Chaves", em homenagem ao então Inspetor Geral de Terras e Colonização, Dr. Alfredo Rodrigues Fernandes Chaves.

Em 1880 o imigrante italiano Francesco Busato, em conjunto com os demais colonos, construiu o primeiro moinho de cereais com roda d'água, represando o rio Tumiri. Busato também teve a iniciativa de instalar a primeira fábrica de louças artísticas no país.

Ainda no fim do século XIX, as terras que originariam o município de Colombo receberam novos contingentes de imigrantes. No ano de 1886 foi criada a Colônia Antônio Prado, com imigrantes italianos e polacos. Também no mesmo ano criou-se a Colônia Presidente Faria somente com imigrantes italianos; um ano depois, anexa à Colônia Presidente Faria, surgiu a Colônia Maria José (atualmente município de Quatro Barras); e em 1888 surgiu a Colônia Eufrazio Correia (atualmente Bairro do Capivari), sendo as duas últimas colônias somente de imigrantes italianos. A Colônia que mais se destacou foi a Colônia Alfredo Chaves, que assumiu o papel de sede do futuro município.

A mudança oficial do nome Colônia Alfredo Chaves para Colombo deve-se a uma medida do Governo Provisório Republicano, pelo Decreto n. 11 de 8 de janeiro de 1890. Este nome foi dado em homenagem ao descobridor das Américas – Cristóvão Colombo. Em 5 de fevereiro de 1890 foi instalado o Município, sendo o seu primeiro Presidente de Intendência o Sr. Francisco de Camargo Pinto e em 1891 assumiu João Gualberto Bittencourt.

Uma época que se destaca pelo grande progresso de Colombo é a década de 1920, quando houve um surto industrial de grande importância. Nessa década Colombo já contava com duas fábricas de louças, uma delas considerada a melhor do país. Na mesma época ali funcionava também uma grande fábrica de vidros.

A partir de 14 de julho de 1932, através do Decreto Estadual n. 1.703, Colombo passa a se chamar Capivari, tendo o seu território anexado a Bocaiúva do Sul. Em 9 de agosto de 1933, por força do Decreto Estadual n. 1831, volta a se chamar Colombo.

Em 20 de outubro de 1938, os colombenses receberam uma triste notícia, através do Decreto Estadual n. 7.573, que extinguiu o município, anexando-o à capital Curitiba. Somente em 30 de dezembro de 1943, pelo Decreto Estadual n. 199, foi restaurado o poder político e administrativo de Colombo.

Colombo foi o município de maior taxa de crescimento nas décadas de 1970 e 1980 na Região Metropolitana de Curitiba. Décadas em que Colombo recebeu um enorme contigente populacional vindo do imenso território brasileiro, mas sobretudo do interior do Paraná. Hoje, a maioria da população mora em áreas loteadas, contínuas a Curitiba em bairros como Alto Maracanã, Guaraituba e Jardim Osasco, porém preserva uma grande característica agrícola herdada dos imigrantes italianos que aqui chegaram no final do século XIX.


Outras Etnias

A história do município não foi feita somente de italianos e de brasileiros, formados pelas mestiços de índios, negros e portugueses, mas também por indivíduos de outras etnias como alemães, ingleses, franceses, suíços e outros.

Entre os alemães podemos citar: a família Hoenemann da Colônia Faria, a família Wanke do Centro, as famílias Weigert e Appel do Roça Grande e as famílias Mehl e Staben do Atuba.

Entre os ingleses citamos a família Johnsson do Centro.

Entre os franceses citamos a família Rausis do Arruda.

Entre os suíços podemos citar a família Jordão do Imbuial.

Fonte: Prefeitura de Colombo - Histórico, Prefeitura de Colombo - Colombo de todas as gentes

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Dados de Colombo

Dados geográficos
Área total: 198,700 km²
Área rural: 128,300 km²
Área urbana: 70,400 km²
Limites do município: Norte: Rio Branco do Sul
Nordeste: Bocaiúva do Sul
Sul: Pinhais
Sudeste: Quatro Barras
Leste: Campina Grande do Sul
Sudoeste: Curitiba
Oeste: Almirante Tamandaré
Altitude: 950 metros acima do nível do mar
Latitude: 25º17’ sul
Longitude: 49º15’ WG
Clima: É subtropical mesotérmico, de verões frescos e com ocorrência de geadas severas e freqüentes, não apresentando estação seca. A média das temperaturas dos meses mais quentes é inferior a 22 graus centígrados e a dos meses mais frios é inferior a 18 graus centígrados, portanto o verão é ameno e o inverno moderado com alguns dias mais rigorosos.
Vegetação: A vegetação primitiva, constituída por imensos pinheirais e florestas de erva-mate, foi substituída em grande parte, pelo reflorestamento com bracatinga, eucalipto e algumas essencias nativas como manduirana, guavirova e etc.
Temperatura:
Densidade pluviométrica: Total anual: 1.210,7 mm
Meses de maior incidência: dezembro e janeiro
Hidrografia: A hidrografia de Colombo é composta pelas Bacias do Rio Palmital, com área de 76,3 Km²; Bacia do Rio Atuba, com área de 33,8 Km²; Bacia do Rio Canguiri, com área de 7,7 Km²; Bacia do Rio Capivari, com área de 76,6 Km² e Bacia do Rio Bacacheri, com área de 3,6 Km². Com exceção do Rio Atuba e seus afluentes, os demais rios fazem parte de mananciais para abasteciemnto de água da Região Metropolitana de Curitiba.
População
IBGE 2007: 233.916 habitantes

Fonte: Prefeitura municipal

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Pinha Pinhão

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